terça-feira, 1 de março de 2011

A Umbanda é uma religião lindíssima!


A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto-velhos e Exus.
A Umbanda nasceu da fusão da religião africana trazida pelos negros nos tempos da colonização, a Nação, com a religião praticada pelos nossos colonizadores Europeus, o Catolicismo, e a Pajelança, que era praticada pelos Índios aqui no Brasil.
A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época, e assim continuar a praticar e difundir o culto as forças da natureza.
A esta associação, deu-se o nome de "Sincretismo religioso", e nasceu no Brasil a religião Umbanda, com muitos preceitos e fundamentos da Nação, mas também com as imagens e menções aos santos católicos.
Além do culto as forças da natureza a religião africana, a Nação, também cultua os antepassados, e desta forma a Umbanda também o fez.
Os antepassados dos que praticavam e difundiam a religião naquela época eram reis, rainhas, príncipes, princesas e até gente comum trazidas ou não da África como escravos. Estes espíritos desencarnados, são conhecidos por nós como Preto-velhos, muitos dos quais optaram por traçar a sua evolução espiritual através da prática da caridade, mantendo as características de sua última encarnação e incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda.
O mesmo se pode dizer sobre os espíritos de colonos, caboclos, índios, boiadeiros, crianças e até de pessoas comuns que tiveram uma passagem difícil pela terra, e que se juntaram a esta religião por afinidade, para evoluir e ajudar outros a evoluírem através da prática da caridade: Incorporando, dando passes, passando mensagens, medicando, orientando, protegendo, etc, etc...
Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS.
Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.
O nome Umbanda é a denominação dada a uma religião afro-brasileira que mescla ensinamentos do espiritismo kardecista, catolicismo e seitas trazidas pelos escravos africanos. A prática da Umbanda geralmente se vincula ao chamado pai ou mãe de santo, ou chefe de terreiro, uma pessoa que teria dons mediúnicos de incorporar os espíritos de pessoas falecidas (as chamadas entidades), sendo estes espíritos de índios(caboclos), negros escravos ou não (pretos velhos, Pai Joaquim, Pai Arruda, Tia Joana, etc), e outros. Estas incorporações costumam ocorrer em reuniões (as sessões) num aposento grande com um altar, que é chamado de Terreiro, onde os membros (filhos de santo ou cambonos) cantam, auxiliam o chefe de terreiro nos trabalhos e no atendimento de pessoas que vão lá para se consultar com a entidade. Se estas reuniões ocorrem na rua, em matas, praias, ou exteriores em geral, são chamadas Obrigações, e nestas geralmente se deixam oferendas às entidades, como comida, flores, velas, etc. Aquilo que as pessoas no Brasil designam por "macumba", na verdade é o outro ramo do sincretismo afro-brasileiro, denominado Quimbanda ou Magia Negra, considerada pelos estudiosos no assunto como um desvirtuamento, pois é fundada na prática do mal, de feitiçaria com o objetivo de prejudicar a vida de supostos "inimigos", recorrendo a espíritos como Exús, Pombagiras, Lúcifer, etc. É importante, por isso, distinguir muito bem a diferença entre Umbanda e Quimbanda. Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de Magia Branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espíritos da Quimbanda podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do verdadeiro médium é tão somente a prática da caridade.
Linha de Iemanjá - chefiada por Santa Maria e formada por Caboclas do Mar e dos Rios, Sereias, Marinheiros, etc.  Linha de Oxóssi - chefiada por São Sebastião, formada por caboclos (índios).  Linha de Ogum - chefiada por São Jorge e formada por personificações deste santo em vários setores: Ogum Beira-Mar (praias) ; Ogum Rompe-Mato (matas) ; Ogum Iára (rios), entre outros  Linha de Xangô - chefiada por São Jerônimo, formada por caboclos, Inhaçã e pretos(Quenguelê).  Linha Africana - chefiada por São Cipriano, formada por pretos de várias regiões da África.  Linha de Oxalá - chefiada por Jesus e formada por santos católicos: Santo Antônio, São Benedito, São Cosme e São Damião, Santa Rita, São Francisco de Assis, Santa Catarina e São Expedito.  Linha do Oriente - chefiada por São João Batista, formada por médicos, cientistas, Indús, Japonêses, Chineses, Árabes, entre outros .
É um conjunto de leis divinas, que tem sua base nos Orixás africanos, embora tenha em sua doutrina conceitos de outras religiões, como a católica, a indígena, a muçulmana, a egípcia, a védica e outras.
A Umbanda é uma religião que nasceu no Brasil, trazendo em primeiro lugar os Orixás, Deuses Africanos trazidos pêlos nossos escravos. Mais, para um melhor entendimento é preciso colocar desde o início da colonização do Brasil como ocorreu essa mistura de conceitos e religiosidade da Umbanda.
A Igreja Católica, religião dominante na Europa, continente de nossos colonizadores, é representada na Umbanda através dos seus Santos, que na sua maioria são mártires que dedicaram suas vidas a propagação dos ensinamentos do Cristo. Quando os Jesuítas chegaram ao Brasil eles encontraram os nossos índios, verdadeiros Brasileiros com seus Deuses e crenças próprias, e tentaram lhes impor sua religião, foi a partir desta tentativa que começou a miscigenação destas raças, só que, ao contrário do previsto pêlos Jesuítas, os índios não esqueceram as suas práticas e sim adaptaram os ensinamentos dos Jesuítas aos seus rituais, criando-se assim a primeira mistura de religiosidade. Os colonizadores com o tempo, começaram a respeitar a religião indígena, principalmente pela atuação dos seus pajés, chefes espirituais de cada tribo, em casos de saúde, pois, como não haviam médicos, pediam a intervenção destes pajés em casos de doença. Estes pajés utilizavam ervas medicinais e rezas para afastar o mal espírito que estava se manifestando naquela pessoa através da doença, esta prática tornou-se cada vez mais usual, porém com o aumento da população, os Portugueses começaram a enviar mais missionários e médicos para interromper estas práticas, e a população começou a procurar os pajés em menor freqüência e as escondidas.
Muitas mulheres desta época, se interessaram pelas ervas medicinais que os pajés utilizavam, e por não conhecer as rezas que eles faziam misturavam rezas de santos Católicos com estas ervas criando-se assim as famosas rezadeiras e curandeiras do Brasil. Por isso que a influência indígena é tão forte na Umbanda, com seus Caboclos, entidades representantes destes índios que aqui estavam quando os colonizadores chegaram.
Várias raças já habitaram o planeta Terra e uma delas, a mais antiga, foi a raça vermelha que surgiu na Lemúria (África e América do Sul unidas num só continente) chamada de civilização Lemuriana.
Os nossos índios são os ancentrais desta raça tão antiga e importante para a nossa Umbanda e para o mundo.
A Umbanda começou a se formar na época da escravatura com a mistura dos cultos africanos e da religião Católica. Os negros não podiam praticar o seu culto livremente pois a repressão católica era muito forte e, por isso começaram a sincretizar os seus Deuses com os Santos da Igreja Católica.
Com a formação de quilombos, povoados contruídos para refugiar os negros que trabalhavam como escravos nas senzalas, começou a tomar forma uma mistura de conceitos e religiosidade, pois, entre os próprios negros havia uma mistura de povos diferentes e de cultos também, entre estes negros estavam os bantos, congos, nagôs e outros que, por não terem representantes sacerdotais específicos de cada culto, acabaram por misturar seus conceitos e práticas ritualísticas. Junto àqueles quilombos estavam, também, algumas aldeias indígenas e essas interagiam com os negros, criando-se, assim, mais uma mistura de religiosidade entre povos.
Sendo assim já temos três cultos distintos e interligados pêlo destino, o Católico, o Africano e o Indígena.
Para representar melhor essa mistura dentro da Umbanda, veremos: os Orixás, como representantes dos Africanos e os pretos velhos dos escravos no Brasil, os santos da Igreja Católica sincretizados com esses Orixás e as rezadeiras, mulheres brancas, que misturavam as rezas católicas com as ervas e defumações indígenas para a cura de diversos males; os caboclos representantes dos índios, adaptados a esse meio, porém, conservando o seu trabalho de magia espiritual com as ervas e os elementais.
Sendo a Umbanda uma religião com base espírita, pois acredita na reencarnação do espírito e na lei do carma, ela desenvolve um trabalho de ajuda espiritual, através dos médiuns, aparelhos de trabalho das entidades, guias que trabalham na caridade, nas giras de Umbanda, ensinando-nos a amar ao próximo, a ter fé e não nos desesperar diante dos problemas que a vida nos trás.
Possui na sua liturgia os rituais : casamento, batismo, confirmação, amaci, coroação e fúnebre. Todos esses rituais são realizados por entidades chefes, que são os responsáveis pela liturgia e magia na Umbanda.
A Umbanda cultua alguns Orixás do Candomblé, religião Africana que foi trazida para o Brasil pelos escravos, porém sua forma de cultuar é completamente diferente. Os Orixás que foram incorporados a Umbanda são: Oxalá, Ogum, Xangô, Oxosse, Obaluaê, Oxúmarê, Yemanjá, Oxum, Iansã, Ossanyn e Nanã.
Na Umbanda, os Orixás são dados as pessoas como guardiões, isto é, todos são filhos de Oxalá, e alguns tem como guardiões outros Orixás que são ligados a entidade chefe do filho de fé.
Como seria isso, nós temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que é o responsável pela nossa vida espiritual e por isso é chamado de guia chefe, pode ser um caboclo, preto velho, criança, boiadeiro e até um exu, sendo que, no caso de ser um Exu, esse médium deve ser bem espiritualizado e o Exu bem doutrinado.
Um médium descobre o seu guia chefe através de uma obrigação muito importante para a Umbanda, que é o Amací. Essa obrigação é para médiuns já desenvolvidos, isto é, que incorporam todos os guias de trabalho na Umbanda. Consiste em uma lavagem da cabeça deste médium com um preparado de ervas e outros elementos que tornarão o Orí, cabeça, forte o suficiente para que esta entidade se apresente e confirme seus fundamentos, seu nome, o trabalho que veio desenvolver, seus fundamentos e o Orixá a que pertence, por exemplo: um médium que tem como guia chefe o Caboclo Ventania que vem pela linha de Xangô, terá este Orixá como guardião.
Existe, também, na Umbanda o Orixá ligado a data de nascimento do médium que também é considerado um Orixá guardião, sendo esse responsável pela vida pessoal do filho de fé.
O termo Orixá de Coroa não pertence a UmbandaCandomblé, porém as vezes existe a conscidência do Orixá de coroa ser o mesmo do Orixá guardião, mas, como já disse, isso é uma conscidência a Umbanda não trata Orixá e sim o cultua de forma diferente do Candomblé e, por não cultuar todos os Orixás não pode definir Orixá de coroa. Para se saber o Orixá de coroa deve-se consultar os búzios.
O que acontece é que muitas vezes os Zeladores de Umbanda são, também, iniciados no Candomblé e sabem jogar os búzios podendo, assim, falar aos seus filhos os Orixás de coroa e os Orixás guardiões.
Esta prece exemplifica claramente no que está fundamentada a crença da Umbanda.
CREDO ESPÍRITA
Creio em Deus, Pae Todo Poderoso, Inteligência Suprema do Universo e Causa Primária de todas as cousas. Imutável, Único, Justo e Bom e, em Jesus Cristo, que por Ele nos foi enviado para dar-nos o exemplo de Humildade, Justiça, Amor, Caridade; que desceu a este planeta de expiação onde foi crucificado, para que pudesse espargir sobre a humanidade Sua Luz Bendita, farol que iluminará pela consumação dos Séculos. Creio no Progresso Espiritual, na alta Filosofia Espírita, na Comunicação dos Espíritos, no Regaste de Nossas Faltas, na Imortalidade da Alma e na Lei da Reencarnação.
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